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| Nº00037 |
| Artigos - Por Cláudio Palozi |
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Diversidade biológica
(18-07-2010)
Quanto mais distante estiver o ser humano de um determinado ambiente, mais aumenta a possibilidade da sobrevivência dos animais e plantas que precisam se evoluir em conjunto e, quanto mais protegido dos predadores mais garantia pra que os ecossistemas se perpetuem.
Ecossistema é o conjunto integrado de fatores bióticos, mantendo entre eles uma estreita relação, devido à ação e reações mútuas produzidas pelo metabolismo dos organismos vivos e pelas variações dos fatores físicos, biológicos e naturais do ambiente.
Biodiversidade é a variedade de seres vivos da fauna e da flora que definem a multiplicidade biológica em diversos níveis, como ecossistema, espécies e genes. Já, Bioma é o conjunto integrado de ecossistemas existentes em uma determinada região que formam cadeias ou corredores de sobrevivência da biodiversidade. Assim, se ambientalistas consideram que a terra sofre com a chamada crise de biodiversidade, isso quer dizer que as espécies do planeta estão ameaçadas. A redução da biodiversidade e a perda de ecossistemas são grandes ameaça global ao futuro do planeta.
A Organização das Nações Unidas declarou que 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade. Na segunda reunião da parceria global sobre Cidades e Biodiversidade que aconteceu em janeiro deste ano em Curitiba, os técnicos da ONU prepararam a - COP 10 - que acontecerá em outubro no Japão – Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica para avaliar o cumprimento das metas da convenção da qual o Brasil é signatário.
Pesquisa recente, traz importantes revelações: que 20% de toda biodiversidade da terra está abrigada em nosso país; que há 2 milhões de animais, microorganismos e variedade de plantas no mundo; que existem 190 mil espécies de animais descritos ou catalogados no Brasil; e possuímos a maior extensão de área verde do universo, porque nosso país engloba conjuntamente com outras 16 nações, 70% das espécies de animais e vegetais do mundo. Outra revelação positiva é que 94% dos brasileiros já ouviram falar em biodiversidade, índice bem acima da média registrada na Europa e nos Estados Unidos.
O aumento dessa consciência se deu em questões relacionadas ao abastecimento ético de recursos naturais, repartição equitativa de benefícios ou conservação da biodiversidade.
Por fim, sabemos que a existência das Unidades de Conservação, como: Núcleo da Biosfera, Estação Ecológica, RPPN, Reserva Florestal, Parques, APA, etc. têm sido importantes alternativas da evolução da biodiversidade, para recuperação de áreas degradadas, aumentarem o acervo de pesquisas científicas e manter o conteúdo prático para educação, conscientização sobre a vida e o equilíbrio ambiental.
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Reaproveitar o lixo eletrônico
(11-07-2010)
A produção de embalagens e equipamentos cresce assustadoramente, conforme aumenta a população mundial. Tudo o que se usa um dia vence, fica ultrapassado ou perde a sua utilidade, enquanto que a sociedade organizada precisa encontrar meios de absorver as sucatas geradas pela indústria tecnológica. Para coibir o avanço do material descartado, a reciclagem sustentável é uma ação que deve ser colocada em prática.
É possível encontrar soluções criativas que facilite o descarte correto de resíduos da indústria eletrônica, peças e equipamentos de informática, bateria e aparelhos celulares, eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Já existe entidade formada especialmente para esse fim. A Biet é uma sociedade civil que se encontra instalada na região metropolitana de Curitiba, com finalidade educacional e científica pautada na reutilização, reciclagem e destinação apropriada desse tipo de lixo, atendendo pelo endereço eletrônico: falecom@biet.org.br.
Vários materiais que são componentes da tecnologia na informática, como cabos de suportes podem ser reciclados e reaproveitados para fabricação de novos cabos e o PVC são incorporados por indústria de artefatos plásticos. O cabo retirado passa por um processo aprimorado que evita decomposição do plástico e reduz a extração de minério de cobre e petróleo, reaproveitando com a mesma qualidade do produto novo.
Recentemente, um acordo firmado pelo Ministério do Meio Ambiente e o Compromisso Empresarial para a Reciclagem – CEMPRE – prevê que todo lixo eletrônico produzido no país terá um inventário para que as empresas firmem um pacto de recolhimento e reciclagem. Esse documento foi divulgado pelo Programa Nacional das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA. O mundo produz aproximadamente, 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. O objetivo é fazer um inventário para dimensionar o tamanho do lixo eletrônico brasileiro e planejar odestino correto que precisa ser dado a esse tipo de material.
Os empresários devem estar sempre ligados em medidas ecológicas, como a reutilização de computadores e outros equipamentos que consomem menos energia. É preciso otimizar a claridade e a temperatura dos ambientes construídos e providenciar descartes corretos dos aparatos tecnológicos que de modo nenhum poderão ser reutilizados.
Entretanto, às instituições públicas e privadas que atuam na preservação ambiental, devem focar suas atenções no sentido de planejar e organizar ações criteriosas no recolhimento de todo tipo de material que podem ser reciclado e reaproveitado, definir todo resíduo que não devem ser colocado nos aterros sanitários porque a visão inteligente é, não causar nenhum tipo de impacto ao meio ambiente.
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Agroecologia
(04/07/2010)
Após 1994, estudos levantados por diversos institutos de pesquisas dos Estados Unidos feitas em trabalhadores rurais, confirmam uma taxa maior de incidências de certos tipos de câncer, no cerebro, lábio, estômago, pele e próstata. Com essas pesquisas, outras doenças também foram incluídas e com agravamento na saúde de quem maneja agrotóxico, como: leucemia, asma, manifestação reprodutiva adversa e outras de ordem neurológica. Em 2006, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE identificou que, no Brasil, 25 mil empresas e estabelecimentos de distribuição de herbicidas e fungicidas, admitiram a ocorrência de envenenamentos que ocasionaram sintomas agudos ou crônicos na saúde das pessoas, modificando as funções vitais do
organismo, dependendo do tipo de agrotóxico e do período ou condição de exposição ao veneno.
É preciso continuar as pesquisas visando avançar em quesitos que possibilitem diagnosticar os registros de intoxicações em nosso país. O uso incorreto ou inadequado dos agrotóxicos é geralmente apontado como a causa de problemas originados pela não observação dos cuidados necessários para o manuseio e aplicação do produto parte do trabalhador. Isso ocorre porque faltam equipamentos de proteção individual para lidar com agrotóxicos ou quando o usuário não consegue assimilar as instruções obrigatórias que devem constar nos rótulos e bulas dos produtos. "Os agrotóxicos são necessários e seguros para aqueles que os utilizam corretamente, sendo o agente único responsável pelo seu uso".
Em 2005, a Organização Internacional do Trabalho – OIT e a Organização Mundial da Saúde – OMS estimaram em 7 milhões os casos agudos e de longo termo e 70 mil os óbitos provocados por agrotóxicos anualmente no mundo, sobretudo nos países em desenvolvimento.
A agroecologia proporciona aos trabalhadores do campo, alternativas de produção com menos impactos ao meio ambiente. Nesse momento, o Governo Federal coloca vários Ministérios com equipe técnica para proporcionar apoio no sentido de estimular o cultivo de lavouras sustentáveis. Resumindo, é fundamental que agricultores despertem suas atenções no sentido de se produzir alimento orgânico, livre de qualquer componente químico, com certeza obterá um preço maior nos seus produtos, conquistará melhor custo benefício e vida longa.
Precisamos de medidas que extrapolem o âmbito do usuário, buscando controlar a disponibilidade e acesso as substâncias de maior periculosidade, adotando sistema de produção agrícola que propicie menor necessidade de agrotóxicos, até a eliminação do seu uso, o que representaria o controle total dos riscos.
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Código florestal
(13/06/2010)
Os Deputados, naturalmente sofrem desgastes políticos por estarem no exercício do mandato, mas apesar do curto espaço de tempo até às convenções partidárias que devem acontecer no decorrer desse mês de junho, aqueles que irão disputar as eleições em 03 de outubro, vão aproveitar as
poucas deliberações que ainda podem acontecer antes do recesso Legislativo para reunir todos os argumentos possíveis que visam reforçar os argumentos que poderão utilizar no momento de pedir o voto do eleitorado.
É uma forma de tentar convencer, justificando que suas atividades parlamentares foram promissoras, que houve significativo avanço e melhorias para a sociedade, exemplificando
aprovações de Leis importantes para a Nação, como ocorre agora com a deliberação sobre o Novo Código Florestal Brasileiro.
Há muitos anos tramita na Câmara Federal esse importante Projeto. Muitas discussões, divulgações e debates aconteceram durante todo esse tempo, mesmo assim, milhares de proprietários rurais foram autuados por instituição ambientais. Alguns foram presos a pedido da Justiça, outros se suicidaram em razão da pressão que sofrerão por não ter efetuado a averbação da Reserva Legal. Enfim, muitas desinformações e dúvidas surgiram por situações conflituosas, por exigências e aplicações exercidas sobre os proprietários rurais em situações totalmente equivocadas, em Jurisdições, comarcas e regiões diferentes, embora pertencendo à mesma tutela ou Estado da Federação. Há necessidade em preservar ou recompor as florestas através das Áreas de Proteção Permanente (matas ciliares) e Reserva Legal, o custo dessas ações precisa ser sistematicamente bancado por toda sociedade, já que não justo que somente os proprietários rurais sejam penalizados, exatamente por que: não jogam poluentes nos leitos dos rios; não
agride o meio ambiente, como acontece com os habitantes que vivem nos aglomerados urbanos; e não provoca emissão de gazes poluentes na atmosfera, etc.
O Relatório do Novo Código Florestal será votado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados na próxima terça-feira - dia 15 de junho, podendo entrar imediatamente na pauta do Plenário Geral da Câmara, isso se houver consenso entre os Lideres Partidários e, depois de votado e aprovado é que o Projeto seguirá para tramitação no Senado da República.
Conforme apresentado pelo Relator Aldo Rebelo, houve significativas alterações até agora, como por exemplo: isenção de Reserva Legal nas propriedades com área inferior a 04 módulos rurais; a inclusão da mata ciliar – APP – computando para o total da área de Reserva Legal na respectiva propriedade; a proibição de desmatamento numa carência de 05 anos após aprovação do projeto; maior autonomia para os Estados e Municípios deliberarem sobre as questões ambientais que mais interessam aos seus habitantes; concessão de prêmios, créditos e outras compensações
aos proprietários de terras produtivas que serão obrigados averbarem Reserva Legal; e outras situações que podemos abordar no decorrer da tramitação desse projeto até a sanção final, fato que di ficilmente ocorrerá até o final de 2010.
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Meio ambiente
(06/06/2010)
As grandes questões relacionadas à saúde ambiental e do ser humano está em evidência nesse momento, quando no dia 05 de junho se comemora, o Dia Mundial do Meio Ambiente, data muito lembrada quanto aos cuidados com a mãe natureza e também sobre conscientização e melhoria na qualidade de vida das pessoas, nas cidades e no campo.
Sem dúvida, esse tema vem preocupando a todos porque queremos desenvolvimento econômico, social e precisamos equilibrar as relações entre produção e consumo, visando principalmente: diminuir os impactos no ambiente em que vivemos; trabalhar na prevenção de doenças, cuidar da
saúde das pessoas; planejar, organizar e estruturar territórios sustentáveis nas cidades e no seu entorno; e preservar as unidades de conservação e áreas que merecem ser protegidas.
Algumas situações ocorrem em nosso meio e apresentam questionamentos que merecem explicação. Vamos tomar um exemplo: qualquer nação precisa de energia para movimentar
e fomentar os setores produtivos. Nesse sentido o Governo pode: 1- quando priorizar o aspecto economia, o custo benefício pode ser mais interessante apoiar a construção de usinas nucleares; 2- se o Governo optar para construção de usina hidrelétrica, instalação de destilaria de álcool, etanol ou qualquer outro combustível produzido por biomassas. Do ponto de vista sustentabilidade, são melhores esses últimos tipos de empreendimentos porque também vão gerar desenvolvimento, com menos agressividade ambiental e menos riscos à saúde da população.
Outro exemplo é o crescente consumo de cigarro, principalmente entre mulheres e para evitar esse mal é necessário campanhas constantes de conscientização, situação que o Governo não enxerga ou finge que não vê. No dia 31 de maio, lembramos o Dia Mundial de combate ao Fumo.
Entretanto, vimos com muita timidez às notícias que foram veiculadas na mídia, patrocinadas pelo poder público.
Há muito tempo, que as autoridades de saúde revelam os malefícios provocados pelo tabaco, cuja droga é comercializada livremente, sendo que o próprio governo sabe o quanto se gasta de recursos financeiros para restabelecer a saúde dos fumantes que estão doentes.
Assim, percebemos o quanto de liberdade foi dado às indústrias de cigarros no Brasil e por quanto tempo elas induziram e subestimaram a inteligência do povo brasileiro, escondendo sob uma “nuvem de fumaça” os efeitos nocivos do cigarro, dizendo através da impressa, que: é gostoso e não deixa engordar; acalma os nervos; estimula os ânimos revelando o fumante, uma pessoa elegante.
Sabendo da existência da Lei que restringe a propaganda de tabaco na mídia brasileira, da boa repercussão em face da proibição de fumar em espaços coletivos e fechados e, da gravidade que o tabaco pode causar ao nosso organismo, devemos continuar conscientizando a
todos sobre a importância do meio ambiente sadio e sem fumaça.
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Irrigação, alternativa segura de produção
(30/05/2010)
Ouvimos incessantemente o clamor dos agricultores em razão da baixa lucratividade em suas culturas, principalmente aqueles que vivem sob o regime de economia familiar nas pequenas propriedades rurais: pelo alto custo de produção – (mão de obra, insumos, etc.); pelas freqüentes intempéries ocasionadas pelo fator climático; e pela ausência de uma política agrícola que dê estabilidade ao setor.
É necessária a criação de medidas urgentes através dos governos: Federal, Estadual e Municipal e que estabeleçam regras, programas e estratégias claras que orientam os agricultores, pecuaristas, atuantes do agro negócio e da agroindústria para que não haja
perdas e que a importação e exportação de alimentos melhorem a renda daqueles que atuam no setor primário, de transformações e aumentando assim, a influência das agrobusiness no superávit da balança comercial brasileira.
Embora a nossa região seja rica em mananciais, a irrigação é um recurso pouco utilizado nas
propriedades rurais, por inexistência de orientação e falta de incentivo por parte do poder público, sendo que a estiagem dificulta a produção e afugentam as atividades no campo, diminuindo oportunidades de empregos e renda.
Se conseguirmos programar e executar a instalação de sistemas de captação, armazenamento e distribuição de água para projetos de irrigação, integrando produtores com o setor público, haverá com certeza, um grande impulso no desenvolvimento social e econômico regional, porque hoje existe tecnologia moderna de produção e a demanda de
consumo é cada dia maior.
É perfeitamente possível executar projetos sustentáveis de irrigação nas propriedades rurais, observando as leis e parâmetros ambientais, com tecnologia que não agridem o meio ambiente e devemos aproveitar o período eleitoral desse ano para sugerir aos candidatos a cargos eletivos, comprometimentos com a causa – irrigação no campo – visando estabelecer
um diálogo constante com as autoridades e a classe produtiva rural para futuramente inserir nos orçamentos públicos, recursos financeiros para implantação de projetos viáveis de irrigação.
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Sem saneamento não há equilíbrio ambiental
(23/05/2010)
Com o passar dos tempos à natureza se encarrega de construir ou transformar o ambiente e surge espontaneamente a biodiversidade formando uma enorme quantidade de espécies de animais onde concentra sua criação e a necessária cadeia de alimentos. Devemos intensificar ações permanentes objetivando a conscientização do ser humano para evitar a: destruição, poluição, depredação, uso e abuso dos recursos naturais, que são espaços importantes e devem ser preservados, pois alguns ecossistemas carecem de proteção maior da sociedade e a natureza não perdoa, pois quanto maior as ações impactantes, mais trágicas serão as conseqüências futuras.
Para corrigir ou proteger os bens naturais, as esferas administrativas governamentais constituídas pelos Municípios, Estados e a União, surgiu o saneamento básico, visando organizar e desenvolver ações que permitem estruturar: o sistema de captação, tratamento e fornecimento de água potável; a coleta, separação, depósito e tratamento de resíduos; a coleta e tratamento de esgoto sanitário; e construção e instalação de rede de tubos para emissários de águas pluviais.
Visando implementar o sistema de saneamento básico em núcleos urbanos haverá a necessidade de alta quantia de investimentos na construção das obras e manutenção dos serviços, porque precisam funcionar adequadamente, sob pena de haver agressões ao meio ambiente, prejuízos financeiros para reparar os danos e queda na qualidade de vida da população.
Primeiro, é imprescindível a aplicação de uma regulamentação legal e funcional que norteiam as ações dos investimentos, administrativos e aplicação de medidas orientativas e ecoercitivas, com compensações por impactos causados ao patrimônio natural. Não basta apenas a existência de uma Lei Federal que regulamenta essa questão, mas
também, a existência do Plano Nacional e Estadual de Saneamento, os quais são peças norteadoras para que os municípios possam se orientar e constituir os seus respectivos Planos.
Enquanto os Governos Estadual e Federal não regulamenta o Setor de Saneamento Básico, as ações irregulares continuam acontecendo Brasil afora. Sem ordenamento adequado não existe política para nortear a conscientização da sociedade e menos obras deixarão de existir por falta de recursos financeiros porque não haverá destinação orçamentária suficiente e muito menos movimentação de vontade para atender a demanda. Assim, continuamos vivenciando o aumento diário nos indicativos de doenças causadas em nosso país por falta de Saneamento Básico, sendo que os recursos gastos na cura de doenças poderiam ser economizados para investir na prevenção.
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Sem energia não há desenvolvimento
(09/05/2010)
A perda de vidas inocentes não pode justificar a sanha imperialista por petróleo ou qualquer outra fonte energética. Os verdadeiros ambientalistas e humanistas têm a obrigação moral e ética de condenar a invasão de países soberanos em busca de petróleo. As nações devem resolver seus próprios problemas sem submeter à ingerência de outros países considerados fortes, sob pena de amanhã, outras soberanias sofrer o mesmo destino do Iraque.
Os países mais ricos precisam de maior quantidade de energia para continuar a crescer e garantir mais desenvolvimento, do que os países que possui população e economia de porte menor. As Nações com Os mais fortes economicamente estenoridade de energia para continuar crescendo e garantindo economia maior querem crescer em ritmo acelerado. Estão desesperadas na busca de fontes energéticas, a exemplo do petróleo, esse, cada dia mais escasso nos países industrializados, mas, facilmente encontrado no Golfo Pérsico.
Essa ansiedade nas grandes potências “agressoras” se dá em razão de não possuírem fonte natural de energia, exigida em quantidade cada vez maior para atender a demanda da produção capitalista e são reféns dos países produtores de energia.
Devemos concordar que o nosso país também precisa buscar fontes alternativas de energia barata e sustentável, como é o caso da energia de biomassa: óleo vegetal, etanol, etc. Assim continuaremos com nossa soberania consolidada, com projeto estratégico de Nação, que pensa na geração de riquezas e empregos para os brasileiros e garantindo também, a nossa independência econômica.
No Paraná já existem várias usinas hidrelétricas que produzem energia de baixo custo e que é consumida por outros Estados da Federação. Se houvessem mais hidrelétricas, haveria expectativa de crescimento maior e se houver excedentes de energia em certos momentos, poderemos exportar para países visinhos em intercâmbios vantajosos para o Brasil.
Ouvimos recentemente, muitos comentários sobre a licitação realizada pelo Brasil no projeto de construção da Usina de Belo Monte, no Estado do Pará. Não foi diferente quando nosso país resolveu construir a Itaipu. Precisamos avaliar, as vantagens que se agregam para a Nação inteira e que as perdas serão obrigatoriamente recuperadas.
Entretanto, qualquer projeto de produção de energia que venha utilizar recurso ou fonte natural, precisa estar sustentado e tutelado pelo EIA-RIMA, estudo de impacto ambiental, com relatório de impacto ambiental e todas as licenças que indicam a maneira correta de execução da obra e a aplicação das medidas de compensação e mitigação obrigatórias.
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Parque Nacional de Ilha Grande – INTACTO
(25/04/2010)
Muitas pessoas que representam importantes instituições da nossa região estiveram reunidas nessa última sexta-feira em, São Jorge do Patrocínio e Esperança Nova para participar de reuniões organizadas pelo CORIPA – Consórcio Intermunicipal para Conservação do Remanescente do Rio Paraná e Áreas de Influência, visando conhecer as últimas informações relacionadas com o assunto ambiental que nesse momento, é o mais comentado na região e que foi provocado pela sentença judicial proferida pelo Juiz Federal, Nicolau Konkel Júnior, que sentenciou a extinção do PNIG - Parque Nacional de Ilha Grande.
Depois de relatados os principais pontos da pauta, foram definidas algumas ações e estratégias que irão servir de argumentos e sustentação no recurso que já está sendo preparado objetivando derrubar a referida decisão judicial. Várias colocações importantes foram apresentadas pelas pessoas que participaram da reunião realizada na sede do CORIPA e decidiram optar por três pontos básicos de atuações que deverão nortear os trabalhos em defesa do Parque daqui em diante.
O primeiro passo já está em execução. Um manifesto foi elaborado e assinado por quem participou das reuniões, onde se relatou a importância e o significado da Unidade de Conservação para a natureza e também para os municípios paranaenses e sul-mato-grossenses, com a diversidade de
novas espécies da fauna que estão sendo descobertas e registradas, uma população acima de 84 espécies diferentes de animais que vivem no Parque e ameaçadas de extinção. Com esse manifesto, buscam-se, conscientizar autoridades estaduais e federais, através de ações políticas em defesa do Parque, cujos prefeitos e prefeitas poderão se movimentar na Esfera Federal em busca de recursos que venham resolver as pendências de regularização fundiárias do Parque e também reforçar a idéia de que esse patrimônio natural deve continuar preservado.
O Segundo caminho é na preparação e montagem do recurso jurídico que precisa estar bem argumentado e fundamentado pelas instituições interessadas e que têm legitimidade tutelar em relação ao Parque, como: (ICMbio – Instituto Chico Mendes para Preservação da Biodiversidade, PGU – Procuradoria Geral da União, Municípios, Ministério Público, Ongs de Defesa Ambiental, Ibama, etc.), os quais são terceiros interessados na proteção do PNIG e que dentro do prazo poderão recorrer da sentença.
Outra ação imediata e urgente é anunciar e divulgar por todos meios que: nada mudou em relação à proteção de todos os ecossistemas existentes dentro do PNIG; a decisão do Juiz não é terminativa e com certeza, vai ser revertida; todos os esforços realizados por muitas pessoas, visando à preservação da biodiversidade, nesses quase treze anos de existência do Parque Nacional de Ilha Grande não foram em vão; a Unidade de Conservação continua viva e protegida por todos os meios e forças de guarnição; continua patrimônio público e sob a tutela soberana da União; e ninguém, por mais forte que seja não tem autonomia para mudar e colocar em risco esse território, rico em biodiversidade e há muito tempo, adotado pela sociedade em geral.
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Parque Nacional de Ilha Grande: Abandonar ou Proteger
(18/04/2010)
A comunidade científica e a imprensa em geral, há muito tempo vem anunciando com preocupação, a falta de cuidados em relação ao meio ambiente, sugerindo diversas ações que
podem preservar as riquezas naturais em nosso planeta. O surgimento de Unidades de Conservação tem sido importante alternativa e garantia na evolução da biodiversidade para
recuperar áreas degradadas, aumentar o acervo e conteúdo para a prática de educação e conscientização ambiental.
Quando se constitui um Parque, por exemplo, as pessoas envolvidas no processo de criação e a comunidade existente em sua área de entorno (amortecimento), se educam e se comprometem espontaneamente, porque participam de movimentos, campanhas e se envolvem direta ou indiretamente no princípio de manter aquele ambiente protegido de qualquer agressão ou impacto.
Com essa sentença judicial proferida pelo Juiz Federal – Nicolau Konkel Júnior, assustam a todos e surgem muitos questionamentos. Vemos o lamento que todos manifestam, porque esse posicionamento do Juiz, só trará perdas para o meio ambiente, mesmo que seja acatado recurso superior anulando a referida sentença, durante esse período de tramitação do processo nas instâncias judiciais, podem surgir práticas e conceitos nocivos à Unidade de Conservação. O
Parque possui zoneamento que está sendo obedecido, o Plano de Manejo da Unidade foi elaborado com a participação do povo. Embora com atraso, vários proprietários já foram
indenizados, outros aguardam decisão recursal. Quem conheceu os 78.875 mil hectares antes de, 30-09-2007, data da criação do Parqu e, compara e avalia o enorme ganho ambiental que surgiu em toda sua extensão, considerado por muitos, como mini-pantanal.
Depois da extinção do Parque Nacional das Sete Quedas, em Guaira, o Novo Parque surgir para compensar a perda anterior e também, para evitar a construção de outra barragem (Ilha Grande).
Se quisermos abandonar, vai surgir a extinção do Parque Nacional de Ilha Grande e abre-se nova possibilidade de construção de barragem, visando à instalação de outra usina hidroelétrica na região, pois o Brasil precisa com urgência, aumentar a produção de energia.
Se quisermos proteger, o correto é: lutar pela urgente indenização dos proprietários que possuem titularidade de área dentro do Parque Nacional de Ilha Grande; jamais, abrir qualquer possibilidade de reocupação dos lotes; e exigir da União solução imediata dessa regularização fundiária. Assim, protegeremos esse bioma, que é a essência mais valiosa do Parque para o bem da humanidade e da mãe natureza.
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Pessoas e pragas
(11/04/2010)
Com o passar dos tempos tudo em nosso planeta vai se modificando e se transformando. As pessoas, entidades, empresas, universidades, a sociedade de um modo geral estão em constante mutação porque o ser humano foi criado por Deus com a posse de espírito em evolução continuada.
A população residente na área rural vem diminuindo a cada dia e por conseqüência, vem aumentando os núcleos urbanos. Quanto maior, a concentração de pessoas, maior a probabilidade de acontecer problemas, principalmente porque ficam vulneráveis a contágios, pois a pessoa convive muito tempo próxima uma da outra.
Uma grande variedade de pragas vem atormentando a vida de quem reside em área urbana, tais como: roedores, barata, mosquito, traça, escorpião, aranha, cupim, broca, pulga, formiga, carrapato, percevejo, mosca, morcego, pombo e outros animais que causam menos impactos nas residências.
É necessária uma campanha permanente sobre educação sanitária - ambiental e programas de ações preventivas informando o manejo, controle ou eliminação daquelas pragas que estão incomodando ou na eminência de trazer transtornos, como: aplicação de inseticida em gel para o controle de baratas através de pistola dosadora.; microencapsulados para o controle de insetos rasteiros, voadores, através de termonebulização; tratamento localizado para o controle de aracnídeos, através da pulverização; processo de iscagem e controle físico através de comedouros para roedores; colocação de espículas e gel repelente para o controle de pombos; e sistema de monitoramento através da instalação de estações de monitoramento que indicam a presença de pragas.
O mosquito, chamado também de pernilongo, muriçoca ou carapaná, pode ser responsável pela transmissão de sérias zoonoses como, por exemplo, a febre amarela e a dengue. Além de ser extremamente incômodo torna certas áreas de lazer ou de excelente potencial imobiliário, inviáveis em função das grandes populações de mosquitos que as infestam.
A proliferação dessa praga há muito tempo, vem perturbando os setores ambientais, saneamento e tratamento de saúde no setor público. Atualmente está saído do controle, aumentando despesas e provocando muitas baixas hospitalares e mortes de pessoas em várias regiões do nosso país.
Em nossa região não temos terremotos, furacões, desmoronamentos e mortes por esses tipos de catástrofes, mas a DENGUE já é um fator que preocupa a todos. Se o problema é de todos e se as campanhas feitas até aqui não foram suficientes, então, é preciso aumentar a consciência das pessoas porque não se sabe quem será a próxima vítima de picada do mosquito, aedes aegypti, que parece ser tão dócil, mas que está matando e, se continuarmos com o mesmo comportamento, nós ou alguém próximo de nós, poderá MORRER.
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Qualidade de vida
(04/04/2010)
A sociedade intelectual, as instituições organizadas e os movimentos menos formais devem estar 100% focadas em estudos e ações que melhoram as condições de vida das pessoas em nosso planeta. Em todos os avanços conquistados pela humanidade e também, aqueles que ainda virão nenhum benefício duradouro seriam possíveis se os cuidados na preservação ambiental não estivessem em primeiro plano.
Em 31 de março comemoramos o Dia Nacional da Saúde Nutricional, é evidente que ao estabelecer o tema dessa data importante, se deu, porque saúde é uma necessidade primordial em tudo que temos, principalmente em nosso organismo pessoal. Mas, somente se obtém vida saudável se antes tivermos atenção e cuidados com a forma, onde e como se busca qualidade de vida.
São muitas as divulgações de pesquisas concluídas sobre estudos da longevidade: a qualidade e quantidade da alimentação que o ser humano ingere; os exercícios e cuidados com seu corpo; o meio ambiente equilibrado donde ele vive com os seus; e o sustento nutricional livre de agrotóxicos; com certeza, são fatores preponderantes para se conquistar vida longa e de qualidade.
O custo total bancado pelo poder público na assistência à saúde da população poderia ser muito menor se houvesse uma campanha intensa em nosso país, sobre a condição nutricional. Se gasta muito em tratamento curativo do que no preventivo, sendo que é notório e sabido que a pessoa bem nutrida está com a imunidade em alta e com o organismo resistente ao contágio a eventuais doenças, principalmente em relação a epidemias ou pandemias que são constantes no Brasil.
Não é de hoje que sabemos que ao abordar o assunto, saúde pessoal, alimento é o melhor remédio, mesmo porque é preventivo e de menor custo. O que se gasta de tempo e dinheiro para restabelecer a saúde de quem se encontra doente é imensurável. Mais dolorido e muito mais caro daquilo que se consomem e do que sofrem todos nós, com as ações preventivas.
Todavia, é preciso que o poder público intensifique campanhas permanentes sobre educação nutricional. Mais que isso, inserir na grade curricular, nos cursos escolares de nível de ensino fundamental e médio, pelo menos, uma disciplina específica obrigatória sobre a qualidade na alimentação diária, que se priorize a qualidade e não quantidade.
Recuperando e preservando o meio ambiente e também, cuidando do alimento que ingerimos, estamos convictos que estaremos garantindo vida longa e sadia para todos.
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Outono menos úmido
(28/03/2010)
Os agricultores e pecuaristas acompanham atentamente todas as variantes capazes de melhorar os resultados de suas atividades. Buscam novas tecnologias, novas pesquisas de produção e também as tendências de precipitações pluviométricas para o futuro.
É importante conhecer a oferta e demanda daquilo que se pretende produzir e planejando investimentos, estabelecendo estratégias que diminui riscos e perdas. Os antigos agricultores preferiam semear no período de lua crescente, por exemplo, ou ceifava na minguante. Esses costumes e tradições, antes utilizados pelos nossos antepassados estão sendo esquecidos por aqueles que têm irrigação em sua lavoura.
O poder público precisa controlar os bens essenciais, principalmente a água, componente indispensável no setor de produção, com o propósito de evitar abusos, desperdícios ou qualquer ação inadequada que causa impacto ambiental. É necessário proteger e garantir abastecimento público de qualidade, levantar a oferta sustentável dos mananciais, conhecer e atualizar toda demanda de consumo e ter um diagnóstico dos vertedouros de grande potencial para produção de usina hidrelétrica. Qualquer instrumento de controle que venha ser criado, visando à preservação das riquezas naturais precisa contar com a participação dos seguimentos mais amplos da sociedade. Esse é o propósito establecido na elaboração do PLERH/PR – Pl ano Estadual de Recursos Hídricos do Estado do Paraná que está sendo elaborado pela Secretaria de Estadual do Meio Ambiente.
Alguns parâmetros gerais foram estabelecidos pela comissão organizadora, que coletaram atentamente os desejos e as contribuições sugeridas por representantes de instituições, principalmente do poder público, usuários dos recursos hídricos e da sociedade civil em geral. Cabe doravante, continuar a discussão detalhada dos planos de bacias hidrográficas e seus respectivos comitês de bacias e também, os Planos Municipais de Recursos Hídricos, quando então será possível em âmbito local focar as potencialidades e carências de cada setor.
Queremos sustentabilidade econômica, ambiental e social para melhorar as condições de todos, principalmente na mente e na prática daqueles que produz alimento saudável e em abundancia,
evitando que os costumes mais antigos de irrigação não sejam interrompidos por excessos ou depredações ambientais.
Mesmo que essa estação do ano seja de pouca chuva, quem tiver sua lavoura irrigada e usando tecnologia moderna com certeza, terá continuidade e melhores resultados na produção. Saudações ambientalistas!
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Água – Riqueza a ser preservada
(21/03/2010)
Muitos são os bens existentes no universo, criados por Deus para a humanidade usufruir e se desenvolver, mas de maneira sustentável. Quando cresce a quantidade de habitantes em determinado espaço, mais aumenta as incidências de agressões aos bens naturais. Assim também ocorre com a água, um patrimônio natural valiosíssimo e que, por falta de consciência, muitas pessoas abusam e a poluem.
Nesse dia 22 de março lembramos o DIA MUNDIAL DA ÁGUA. Uma oportunidade para refletirmos sobre a importância desse líquido maravilhoso e também, das maneiras e eventos que podemos realizar visando a sua preservação. Se tivermos água limpa e potável em nosso meio, com certeza teremos garantia de qualidade no melhor componente de formação da biodiversidade em nosso planeta.
Nesse momento é oportuno para refletirmos sobre nosso comportamento e conceitos em relação ao uso da água, pois precisamos dela para produzir alimentos, bebidas em geral, remédios; limpar e lavar qualquer bem; eliminar impurezas do nosso corpo e saciar nossa sede. Sem água de boa qualidade não teremos desenvolvimento sustentável, mas de forma equilibrada e inteligente devemos usá-la no processo de construções, tinturas, massas de revestimentos, concretagens, etc.
A água em evaporação forma as nuvens que provocam as chuvas, mantém o equilíbrio, a umidade e a qualidade do ar, o relento do orvalho que propicia a germinação, a vida e o crescimento da flora e da fauna. Em caso de incêndio é a melhor munição de combate e eliminação das chamas, diminuindo a propagação e a intensidade do calor.
Quando brota na superfície através das nascentes, geralmente está livre de impurezas e vão se juntando para formar os rios e lagos, os quais sendo preservados irão contribuir na formação dos ecossistemas e biomas, trazendo vida diversificada e abundante.
É imprescindível a existência e manutenção de ações públicas e privadas, com programas, campanhas, eventos que desenvolvam educação ambiental permanente, focando o uso correto dos recursos hídricos na superfície e no subsolo.
O Plano Estadual de Recursos Hídricos – PLERH/PR - é o principal instrumento de diretriz que direciona o aproveitamento e o desenvolvimento futuro dos recursos hídricos em cada bacia hidrográfica do nosso Estado. “Entretanto todos os administradores públicos precisam estar atentos a esse importante instrumento”.
No próximo domingo abordaremos o PLERH/PR.
CLAUDIO PALOZI – Membro do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, Presidente do CORIPA e Prefeito de São Jorge do Patrocínio – Pr
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